segunda-feira, 24 de junho de 2013

Urze

Tela pintada a óleo por Vasco Alexandre



Fortes, audazes e sonhadores
Sorvem com a avidez a natureza
É nela que procuram seus amores
É nela que procuram seus valores
É nela que encontram paz e beleza.
O pintor, o poeta, o artesão
Fiéis amantes da natureza
É nela que procuram a razão
É nela que encontram inspiração
É nela que encontram paz e beleza
(Poema de José Manuel Monteiro ®)

Cores & Sabores

Tela pintada a óleo por Fernanda Pascoal



Fantasia de sabores
Onde a fruta e as flores
Ocupam o seu lugar
Sinto em mim uma disputa
Serei flor? Serei fruta?
Depende de quem me olhar

Posso até ser sedutor
Pois em mim cada flor
É cor, é luz, alegria
Vivo em permanente luta
Serei flor? Serei fruta?
Ou serei só fantasia?

Aqui estou perante vós sem mais rodeios
Em tons de agitação e harmonia
Serei fruta ou flor sem mais receios!
Ou serei simplesmente fantasia?
(Poema de José Manuel Monteiro)

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Hortênsias

Tela pintada a óleo por Emília Salgueiro



Há que ver na sua essência
Se é hortênsia ou hortência
No vocábulo português
Para não aplicar
A quem escreve sem pensar
Um rótulo de estupidez
(@ José Manuel Monteiro)

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Rosas

Tela pintada a óleo por Isabel Fernandes




As Rosas


Rosas que desabrochais,
Como os primeiros amores,
Aos suaves resplendores
          Matinais;

Em vão ostentais, em vão,
A vossa graça suprema;
De pouco vale; é o diadema
          Da ilusão.

Em vão encheis de aroma o ar da tarde;
Em vão abris o seio húmido e fresco
Do sol nascente aos beijos amorosos;
Em vão ornais a fronte à meiga virgem;
Em vão, como penhor de puro afeto,
          Como um elo das almas,
Passais do seio amante ao seio amante;
          Lá bate a hora infausta
Em que é força morrer; as folhas lindas
Perdem o viço da manhã primeira,
          As graças e o perfume.
Rosas que sois então? – Restos perdidos,
Folhas mortas que o tempo esquece, e espalha
Brisa do inverno ou mão indiferente.

          Tal é o vosso destino,
          Ó filhas da natureza;
          Em que vos pese à beleza,
                   Pereceis;
          Mas, não... Se a mão de um poeta
          Vos cultiva agora, ó rosas,
          Mais vivas, mais jubilosas,
                   Floresceis.

Machado de Assis, in 'Crisálidas'

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Improviso

Tela pintada a óleo por Manuela Jacinto



Decerto há cores mais harmoniosas
Porventura mais bonitas porque não?
Mas estas indiscretas e charmosas
São fruto da minha imaginação
(Poema de José Manuel Monteiro)

Menina


Tela pintada a óleo por Elizabete Coelho




Se a harmonia destas cores
Forem iguais à beleza
Vás tu para onde fores
Decerto que os teus amores
São fortuna, são riqueza

Procuro a felicidade
Procuro ternura e carinho
Procuro paz e amizade
Procuro amor e bondade
Procuro o meu caminho

(Poema de José Manuel Monteiro)